FESTTO

Festival Nacional de Teatro de Teófilo Otoni

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Em 2012, em comemoração aos 05 anos de existência do Grupo In-Cena de Teatro, foi realizada a 1ª edição do Festto e segue desde então com edições anuais, atualmente consolidado como parte do calendário cultural na região.

HISTÓRICO

Em 9 edições (2012-2020), o FESTTO recebeu 100 grupos de teatro, com 115 espetáculos apresentados, com atrações internacionais. Foram oferecidas ainda 50 oficinas, 25 rodas de conversa e mais 45 atividades paralelas. Dentre os oficineiros também artistas do Chile, Argentina e Itália. Atraiu mais 1.200 artistas oriundos de outros municípios dos estados de Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina para participar da programação, alcançando um público circulante de aproximadamente 40 mil pessoas.

O festival que em seu início só acontecia em Teófilo Otoni - MG, a cada nova edição expande sua programação para as cidades da região. Este processo é nomeado pelo Instituto Cultura In-Cena de interiorização. Além das interiorizações do festival em cidades das regiões do Vale do Mucuri e Jequitinhonha, em 2018 aconteceu a primeira edição do Circuito FESTTO em Belo Horizonte e São Paulo. E na sua última edição presencial, a interiorização aconteceu nas cidades de Pavão, Santa Helena de Minas, Carlos Chagas e Crisólita, todas localizadas em Minas Gerais, além de se manter em Teófilo Otoni. As contribuições do FESTTO para a cidade de Teófilo Otoni e para as cidades da região são diversas; o FESTTO viabiliza o direito à cultura e à arte como manifestação cultural dos habitantes das cidades onde acontece. Além disso, movimenta os setores da economia e do turismo, além de agregar conhecimentos de vários campos para a fruição por meio da qualidade das produções.

Conheça as edições anteriores do FESTTO

ABRANGÊNCIA

Conheça todos os grupos e suas cidades que já estiveram no FESTTO. 
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Formações na prática:
O caminho se faz ao caminhar

A Comissão Organizadora do FESTTO, sempre destaca os processos nomeados de interiorizações como sendo muito especiais no festival. É o momento onde o teatro, a música, o cinema e a dança adentram locais inóspitos do interior, cidades que nunca viram um espetáculo. A cerimônia de abertura do festival também é um dos momentos mais marcantes, onde é possível ver todo o trabalho de meses começando a se concretizar em uma programação que acontecerá em quatro dias. Tão marcante quanto, é a cerimônia de encerramento, que sempre conta com um show musical, neste momento, os integrantes, após muitos dias de trabalho, se sentem felizes e aliviados, porque apesar de qualquer contratempo ou empecilho, tudo deu certo. 

A 7ª imagem na galeria do Histórico acima, foi registrada pelo ator Cristal Lisboa, este registro fotográfico mostra uma cena cotidiana do FESTTO, de convivência informal.  Na fotografia estão Edlan Costa, ator do grupo Diadema de Pedra (Itarantim – BA) com o rosto apoiado no punho, Dona Meire, merendeira contratada para cozinhar no FESTTO, usando touca protetora. Em pé, André Luiz Dias, coordenador geral do FESTTO, em frente a ele, de perfil, Paula Valentine atriz e produtora, ao fundo Cláudio Márcio, Keu Freire e Brenda Campos da Insensata Cia. De Teatro (Belo Horizonte – MG) e em pé na mesa, o pequeno Francisco Freire.

Estes momentos informais sempre proporcionam aprendizados consideravelmente importantes. Reunidos em torno de uma mesa de madeira é quando, normalmente, a gente consegue entender o “por trás da cena”, onde a gente consegue ouvir toda a luta e todo o trabalho desenvolvido para que o festival aconteça, é quando conseguimos conhecer os grupos, entender um pouco mais de todo o processo que tiveram que executar para estar participando do festival. Citamos o professor Paulo Freire na tentativa de explicar essa experiência que nos é tão valorosa: Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar" (FREIRE, 2005, p. 35)

O FESTTO é sobre encontrar os outros, viver com os outros, vincular-se ao acontecimento da companhia (do latim cum panis, companheiro, quem compartilha o pão) requer demorar-se. Durante algum tempo tivemos o hábito de dizer que algumas vivências em festivais de teatro passaram-se em outro tempo, numa outra dimensão do mundo, onde o tempo acontece mais devagar. O encontro é muito mais do que a apreensão de novas informações, do que a conquista de prêmios e novas realizações para o currículo e mais um certificado para a coleção que fica guardada em uma pasta no canto do armário. O encontro é colocar-se em outro tempo, é devagar-se na vivência. Saborear tudo com muita calma, sem julgamentos e opiniões demasiadas. É como acordar no domingo de manhã, no campo, e comer um bolo de fubá sentindo a brisa fresca batendo no rosto e causando um contraste de temperaturas junto
ao café quente e ao bolo que saiu do forno há pouco tempo. A experiência pode ser o café da manhã no campo, junto à companhia que compartilha o pão, da qual nos lembraremos por muitos anos.   O FESTTO É VIVÊNCIA!

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